15 maio 2015

Chega de Fiu Fiu


Hoje estava olhando meu Facebook e me deparei com isso. Achei uma coisa ótima, pois nós mulheres, somos assediadas diariamente e temos que dar um basta nisso.


Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente por ser mulher. Mas infelizmente isso é algo que acontece todos os dias. E é um problema invisível de tão naturalizado que está. Para tentar entender melhor o assédio sexual em locais públicos, a Olga colocou no ar, em agosto de 2013, uma pesquisa elaborada pela jornalista Karin Hueck, como parte da campanha Chega de Fiu Fiu. Contamos com 7762 participantes e 99,6% delas afirmaram que já foram assediadas  – um número tão alto que já dá a ideia da gravidade do problema. Os resultados, divulgados em setembro de 2013, podem ser acessados aqui.


Quais são os locais mais perigosos para as mulheres? Que tipo de violência elas sofrem em cada cidade? Existem poucos dados que ajudem a responder essa pergunta, mas a campanha Chega de Fiu Fiu, que luta contra o assédio sexual em locais públicos, quer tentar agora desvendá-los. Para isso, está lançando o Mapa Chega de Fiu Fiu, uma ferramenta colaborativa para mapear os pontos mais críticos de violência contra mulheres no Brasil. Cada uma pode registrar o caso e o local da violência que recebeu. Com isso, as próprias vítimas ou testemunhas das agressões vão, unidas, nos ajudar a levantar esses dados. Entenda como a ferramenta funciona aqui.


Publicamos as experiências das leitoras e vítimas de assédio sexual na seção DEPOIMENTOS por três motivos:
1) mostrar que é um problema coletivo e não individual. Ou seja, todo mundo sofre com assédio e têm histórias parecidas. E quem o sofreu não tem culpa por isso.
2) permitir que elas troquem experiências sobre como lidar com isso, desde como se defenderam na hora até como processaram ou o que aconteceu depois.
3) criar empatia nas pessoas que ainda acreditam que o assédio sexual não existe ou é bobagem. Uma coisa é falar em termos genéricos sobre a cultura do estupro. Outra coisa é você ter exemplos de todas as situações constrangedoras e reais que as mulheres vivenciam.
Se quiser contribuir com sua história, escreva para olga@thinkolga.com.










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